Concorrente ou Parceiro?

Parafraseando W.Olivetto ontem. Hoje constatamos que realmente nossos fornecedores são nossos concorrentes diretos e (pior ainda) incluem nossos trabalhos em seus portfólios para concorrer com nós mesmos! É mais ou menos assim:

Você roda um trabalho ou campanha super bem cuidada (pode ser impresso, vídeo, etc..) com toda sua força criativa, equipamentos de última geração, expertise e calibração internacional em sua produção, vigia bem, assina as provas e seu cliente adora, e melhor: dá lucro! O seu fornecedor pega um exemplar, liga para o cliente final e fala que foi ele que fez e que pode fazer muito mais barato, pois o criativo neste trabalho é que é caro, pois temos isto dentro de casa, etc… – podem imaginar? Pelo preço que paga ao pobre do aprendiz técnico montado em alguma coisa coreltaw se esforçando com um anuário no colo para fazer o layout, mockup, risco etc… uma mistura de carimbó? Ou como dizia um de nossos mestres: “purpurina no cocô”. Ainda faz mais barato que o preço que te cobrou anteriormente, e não diz isto para o cliente! Situação calamitosa, é normal no manual das práticas comerciais do Brasil. Olha você se explicando…

Outra face desta situação é que seu cliente quando te paga, ele reprova, acha ruím. Tá no direito dele, claro, mas quando vai para o fornecedor bancando o espertão e fica atrás do disinfeliz filhote de Roberto Justus no Aprendiz, acha tudo uma maravilha pois foi ele que fez. Será que devemos incluir mais um título ao Brasileiro além de médico, técnico de futebol e presidente da república… Opa !?

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